a hora dos monstros
Para Antonio Gramsci
o velho mundo
desaprende
o próprio nome
o novo mundo
ainda respira
debaixo da terra
como uma raiz
entre um mundo
e outro
há uma porta
sem dobradiças
é aí
que os monstros
fazem morada
não nascem
são o intervalo -
a sombra
que a mudança
projecta
antes
de nomear
o rosto