animal eléctrico
cada dia se cala um punho de luz a queimar dentro silêncio não é fim animal eléctrico a respirar fundo sangue das coisas corpos escritos o centro do nervo a trabalhar dentro cada dia se cumpre lavaredas de horas um rosto exaltado a língua em brasa os sons nascem antes da boca os gestos ardem antes do sentido (o dia irrompe em sombra - ambrósia da matéria viva) cada dia dentro do poema