a incerteza
When we are not sure, we are alive.
Graham Greene
Caminhamos sobre a névoa,
onde o chão não se entrega.
É na curva cega da estrada,
que o peito cru se expande.
O sangue ganha espessuras,
pupilas devoram penumbras,
o devir abandona o guião por
sinais um abismo insondável.
Quem sabe tudo
adormece,
os dias replicam-se em ecos sem fins,
respiramos ventos de impossibilidade.
O peito bate mais forte precisamente
quando ignora a sombra do desfecho.