Té jazz

Para Salvador Puig Antich



Té jazz.. um improviso

 a swingar.. um poema


o condenado. à morte


vai. morrer cada. nota 

a pauta da esperança


vai morrer. sem aviso


na luz do bar. sonoro

vil garrote. amarrado

 a cadeira o pescoço


vai morrer. sem aviso

&serpente-torniquete 


mas jazz é improviso

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hora de ponta

quimeras na bagagem

mundos paralelos

o caderno escuro

a deusa

país rectângulo

a luz depois

vertigem

peça a peça